- Do que você ta falando?
- Hã?
- Currupeio paraguaio.
- Currupito!
- Que diabos é isso?
- Uma aventura sobre quatro rodas.
- HA HA. Cuma?
- Ouvi no rádio certa vez. Aliás ouvi currupeio também.
- Mas o que é?
- Um cavalo de pau.
- Oi?
- Pô, mas você não sabe nada mesmo. Não sabe o que é um cavalo de pau?
- Desculpe, não lembro.
- Ai ai. Fica nas bikes e esquece dos carros, seu natureba. Cavalo de pau é o giro que se dá no carro usando o volante de mão. Quem tem habilidade faz isso também com freio de mão.
- Ah tá. Verdade.
- Viu?
- Não explica o currupito.
- Não explica mesmo. Esse termo surgiu numa rádio. Acho que foi na Bandeirantes. O locutor falava isso toda vez que um piloto de Fórmula 1 fazia esse giro com o carro. O currupeio veio depois, acho que erro de um comentarista.
- Que gíria tosca.
- Divertida.
- Você ainda assiste as corridas.
- Não mais. Já faz alguns anos.
- Aquilo era chato. Ainda existe.
- Existe. Mas estou tão preocupado com outras coisas mais importantes que desisti de acompanhar. Gostava, mas acabou não se tornando imprescindível.
- A última vez que ouvi falar colocaram uma mulher pra correr.
- Fiquei sabendo...
- Currupito paraguaio... Por que especificamente paraguaio?
- Acho que pra demonstrar amadorismo. Ou um giro imperfeito, como muitos produtos que saem do Para--
- Que foi?
- Tomei um susto com o comissário fechando os bagageiros.
- Fraco você.
- Sim, pobre de mim. Falta de costume. Minha terceira vez num avião. Esqueço os procedimentos.
- Acabou de dar um currupito paraguaio, seu amador.
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